Hoje em busca de alguns quilos a menos muitas pessoas recorrem ao mais diversificados métodos de emagrecimento, em que podemos incluir compostos naturais, chás, severas restrições calóricas etc.
Esses métodos trazem resultados, mas não promovem um emagrecimento saudável, pois assim que se abandona qualquer um desses recursos, sejam as cápsulas ou chás e retornam à sua alimentação normal voltam a ganhar os quilos que perderam e ainda alguns a mais. Esse ciclo, chamado de "efeito ioiô ou o engorda-emagrece", é muito prejudical à saúde, pois interfere drasticamente em nosso metabolismo.
O que muita gente não sabe é que, para emagrecer, é preciso comer! O ideal para que se consiga emagrecer é alterar nosso comportamento frente à nossa alimentação. Avaliar o que comemos e buscar métodos saudáveis de emagrecimento, como,por exemplo uma reeducação alimentar, que promove uma alimentação saudável e equilibrada, sem qualquer contra-indicação.
A constatação é que o acompanhamento comportamental com orientações nutricionais e incentivo à atividade física constituem a melhor indicação para a prevenção e controle da obesidade.
Vale lembrar aqui que "atividade física" não significa necessariamente malhar em academia. Qualquer movimento físico gasta energia. Andar, subir escadas, trocar canais de TV ao invés de usar controle remoto etc. Tudo isso gasta energia. Para se ter uma idéia, cerca de 70% do total ingerido é gasto no metabolismo basal, ou seja, para manter as atividades mínimas necessárias à vida.
O fato é que é cada vez mais crescente o número de pessoa ávidas por emagrecer. Naturalmente cresce o número de pessoas interessadas neste "mercado", oferecendo soluções milagrosas, que prometem emagrecimento rápido e sem esforço, dois aspectos que invariavelmente podem prejudicar a saúde. Nasce assim a "Indústria do Emagrecimento", oferecendo tratamentos alternativos como remédios à base de ervas, cremes, cintas emagrecedoras e por aí vai.
Uma das características comuns a todos esses tratamentos alternativos é que os indivíduos que querem propagar seu uso não apresentam uma única evidência científica de que funcionam. Há uma recusa sistemática em apresentar um teste sério, realizado por um centro conceituado no assunto. Outra característica é que não há um profissional de medicina para atestar sua eficiência.
Em resumo, devemos lembrar que obesidade é doença e deve assim ser encarada. Há uma série de remédios que comprovadamente auxiliam o tratamento, mas devem ser prescritos por um especialista e a reeducacão alimentar, seguida da mudança de hábitos é fundamental. |